quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sparaxis tricolor (Schneev.) Ker-Gawler (Iridaceae) naturalizada ou escapada de cultura no Barrocal algarvio (Portugal)




Sparaxis tricolor (Schneev.) Ker-Gawler
= Ixia tricolor Schneev.  [basiónimo]
Encontrámos esta bela Iridácea perene naturalizada ou escapada de cultura no Algarve: Malhão (S. Romão), entre os concelhos de Loulé e S. Brás de Alportel, em pleno Barrocal algarvio, local calcário com orquídeas, na margem da estrada, 10.IV.2003.
Trata-se de uma planta originária da África do Sul, que depois foi cultivada com muito sucesso, florescendo habitualmente todos os anos.

Foto 1: Portugal: Algarve: Malhão (S. Romão), entre os concelhos de Loulé e S. Brás de Alportel, Barrocal algarvio, local calcário com orquídeas, Sanguisorba sp. (Rosaceae) e várias outras plantas, na margem da estrada, 10.IV.2003


Fotos 2 e 3: exemplar cultivado em Coimbra (BL, Portugal, alt. ca. 100 m), em floração, 2.IV.2005
Muito provavelmente este criptófito (geófito) terá sido cultivado como ornamental, e ter-se-á escapado da cultura.
Esta Iridácea foi encontrada subespontânea pela primeira vez em Portugal na BL: Montemor-o-Velho, nos campos cultivados da bacia do Mondego, em 1944 (VASCONCELLOS & FRANCO in Anais Inst. Sup. Agron. 22: 45-46, 1958).
Planta adventícia (PINTO DA SILVA in Webbia 18: 406, 1963), cultivada em jardins, ocasionalmente fugida de cultura (FRANCO in FRANCO & ROCHA AFONSO, Nova Flora de Portugal 3 (1):148, 1994).
A Flora Europaea não a refere.
PINTO GOMES (Estudo fitossociológico do Barrocal algarvio (Tavira-Portimão), Dissertação de Doutoramento. Évora, 1998) e PINTO GOMES & PAIVA FERREIRA (Flora e Vegetação do Barrocal Algarvio (Tavira-Portimão), 2005) também não a referem para o Barrocal algarvio.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Convolvulus arvensis L. (Convolvulaceae)

Como não fomos de férias, vamos aqui postar mais uma beldade, o comum Convolvulus arvensis L. (Convolvulaceae), uma conhecida planta espontânea perene ruderal e arvense, muito resistente à seca, florescendo aqui em pleno Agosto no meio de um relvado muito seco dominado pela gramínea exótica Stenotaphrum secundatum (Walter) O. Kuntze, fotografado junto ao Jardim botânico de Coimbra, 29TNE4950, alt. ca. 90 m, em 11.VIII.2015.

sábado, 8 de agosto de 2015

Lupinus polyphyllus Lindley (Leguminosae)

Mesmo em tempo de férias, durante o pacato mês de Agosto, vamos aqui postar uma beldade de grandes cachos de flores bem coloridas: Lupinus polyphyllus Lindley in Edwards's Bot. Reg.: t. 1096. 1827  (Leguminosae), que fotografámos a 730 m de altitude, 29TPF1336,  nas Serras Beira-Durienses: concelho de Moimenta da Beira, Leomil, em 22.V.2015.
Esta espécie parece estar amplamente naturalizada na Europa, embora ainda não na Península ibérica (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Lupinus%20polyphyllus&PTRefFk=8500000).



sábado, 18 de julho de 2015

Agrimonia eupatoria L. (Rosaceae)

Vamos hoje postar aqui uma bela rosácea: Agrimonia eupatoria L., que fotografámos em 3.VI.2014 em Coimbra, pr. Souselas, num talude de natureza calcária, em pleno CW. calc.
Trata-se de uma planta perene de vasta distribuição eurasiática, norte-africana e macaronésica, tradicionalmente considerada como medicinal, e que se pode encontrar por vezes em orlas de bosques ou de matos (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Agrimonia%20eupatoria&PTRefFk=7300000

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Veronica Anagallis-aquatica L. (Plantaginaceae) e Oenothera rosea L'Hér. (Onagraceae)

Fotografámos hoje em Coimbra estas duas beldades num local húmido (alt. ca. 110 m, 29TNE4950):
Veronica Anagallis-aquatica L. (Plantaginaceae) em plena floração, e Oenothera rosea L'Hér. (Onagraceae), podendo ver-se uma cápsula claviforme ainda verde.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Hypericum perforatum L. (Hypericaceae)

E porque estamos na época do S. João, aqui fica uma planta que é por vezes chamada a erva de S. João ("St John's wort") - Hypericum perforatum L. (Hypericaceae), que fotografámos em Numão, local granítico, alt. ca. 700 m (conc. de Vila Nova de Foz Coa), em 11.VI.2015. Trata-se de uma planta de vasta distribuição eurasiática, norte-africana e macaronésica, e que é bastante comum em Portugal continental:
É uma espécie que possui propriedades medicinais, podendo em certas regiões do globo ser considerada naturalizada ou mesmo invasora:
 



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Streptocarpus saxorum Engler (Gesneriaceae)

 
 Adquirimos (por um preço modesto) uma curiosa planta ornamental exótica de folhas opostas, ovadas, inteiras e pubescentes, com belas flores violáceas de simatria bilateral e frutos aparentemente deiscentes e até talvez ligeiramente explosivos, podendo talvez expelir as sementes, um pouco semelhantes aos das Impatiens (Balsaminaceae). A planta parece ser perene e poderia ser eventualmente uma acantácea, gesneriácea ou escrofulariácea em sentido lato, ou pertencer a uma família afim, do vasto grupo das Simpétalas...
Antecipadamente, agradecemos as sugestóes dos amigos blogueiros!
A sugestão Streptocarpus saxorum Engler (Gesneriaceae) encaixa perfeitamente e parece-nos inteiramente apropriada para esta espécie perene sul-africana e capense, de frutos torcidos deiscentes e sementes pequenas e numerosas, conforme se poderá consultar por exemplo nestes sites: