domingo, 26 de Outubro de 2014

Agapanthus praecox Willd. (Amaryllidaceae), naturalizada em Portugal

Agapanthus praecox Willd., Enum. Pl. [Willdenow] 1: 353. 1809 [Apr 1809] (Amaryllidaceae)

Encontrámos esta bela planta ornamental, de origem sul-africana, muito cultivada em Portugal, naturalizada ou escapada de cultura na cidade de Coimbra, 29TNE5052, alt. ca. 110 m, num talude arenítico, em 10.VII.1998. Um exemplar foi depositado no Herbário COI, embora nenhuma publicação tenha sido feita até agora. Nesta foto antiga digitalizada está representada a forma albiflora, de flores cândidas ou brancas.

sábado, 25 de Outubro de 2014

Algumas Crassuláceas naturalizadas ou subespontâneas em Oeiras (Estremadura, Portugal)

 Graptopetalum paraguayense (N.E. Br.) Walther com Sedum pachyphyllum Rose (na foto acima)

 

Graptopetalum paraguayense (N.E. Br.) Walther   (na foto acima)
   = Cotyledon paraguayense N.E. Br.  [basion.]
   = Sedum paraguayense (N.E. Br.) Bullock

Kalanchoe daigremontiana Raym.-Hamet & Perrier (na foto acima)
Para além destas três espécies, encontrámos ainda as seguintes duas outras: Aeonium haworthii Webb & Berthel. e Kalanchoe delagoensis Eckl. & Zeyh. (Syn.: Kalanchoe tubiflora (Harv.) Raym.-Hamet), numa proveitosa visita efectuada em 1999 à cidade de Oeiras (concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Estremadura), sobre uma cobertura que existe (ou pelo menos existia) sobre um caminho para peões, em frente aos Correios de Nova Oeiras, junto à Rua Frei Bartolomeu dos Mártires, encontrámos as cinco espécies acima referidas de Crassuláceas exóticas (de origem americana ou africana), aparentando estar naturalizadas.

Estas Crassuláceas suculentas habitualmente cultivadas em jardins costumam pegar muito bem por estaca, sendo de fácil cultivo, mesmo ao ar livre, a baixas altitudes, não muito acima do nível do mar.

    Todas estas espécies são lenhosas e subarbustivas. Foram introduzidas como plantas ornamentais, podendo possivelmente considerar-se ergasiofigófitos, ou seja, plantas escapadas de cultivo, estabelecidas de forma não permanente (cf. Kornas in Di Castri & al. (eds.), Biological Invasions in Europa and the Mediterranean Basin, 105-133, 1990), pois desaparecerão assim que alguém decida eliminá-las (o que poderá eventualmente até ter já acontecido…).
      Não queremos deixar de agradecer a gentileza dos Ex.mos Senhores Professores Fernando Catarino e Carlos Nogueira, que nos deram a conhecer o referido local, tornando assim possíveis estas observações.

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Crassula muscosa L. (Crassulaceae)

 
 
 

Vamos hoje postar aqui a belíssima planta ornamental lenhosa exótica Crassula muscosa L., Pl. Rar. Afr.: 10. 1760 (Crassulaceae) (syn.: Crassula lycopodioides Lamarck - realmente assemelha-se um pouco a um licopódio), que, felizmente, já se encontra naturalizada entre nós, como se pode comprovar pelas fotos seguintes, obtidas na cidade de Coimbra, alt. ca. 80-120 m, obtidas entre 6.III.2004 e 22.X..2014, e que se encontra actualmente em plena floração.

(http://en.wikipedia.org/wiki/Crassula_muscosa
(http://www.theplantlist.org/tpl1.1/record/kew-2741922)

terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Thymelaea hirsuta (L.) Endl. (Thymelaeaceae)



 
 Postamos aqui hoje mais uma planta cuja identidade desconhecemos, na esperança de que algum dos ilustres leitores deste blog possa ajudar a identificá-la.
A planta, um pequeno arbusto ou subarbusto verde com folhas e flores minutas, foi fotografada na costa da Sicília ocidental (na província de Trapani), muito perto do Mediterrâneo, em 12.IX.2013.

Agradecemos ao ilustre anónimo pelo excelente comentário identificativo!

Thymelaea hirsuta (L.) Endl., Gen. Pl. Suppl. 4: 65. 1848 = Passerina hirsuta L. (basion.) = Daphne hirsuta (L.) Samp., um endemismo mediterrânico também existente em Portugal, próprio de areias marítimas, por vezes algo nitrificadas, embora muito raro ou mesmo provavelmente extinto em Portugal (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Thymelaea%20hirsuta ; http://www.flora-on.pt/#/1Thymelaea+hirsuta), parece-nos ser, sem dúvida, uma óptima sugestão!
Gonçalo Sampaio cita a sua Daphne hirsuta para os "Areais marítimos perto do rio Guadiana", indicando a sua floração para os meses de Junho e Julho (Sampaio, Flora Portuguesa, 1947: 175).

domingo, 5 de Outubro de 2014

Actinidia chinensis Planchon (Actinidiaceae)


Postamos hoje aqui a bela Actinidia chinensis Planchon, da família exótica Actinidiaceae (http://en.wikipedia.org/wiki/Actinidia_chinensis), famosa pelos seus saborosos frutos (kiwis), que possuem o mesmo nome de uma extraordinária ave neozelandesa (http://en.wikipedia.org/wiki/Kiwi).
Esta espécie frutícola é frequentemente cultivada em Portugal, também por vezes como planta ornamental.

quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Ailanthus altissima (Miller) Swingle (Simaroubaceae)







Para comemorarmos devidamente o Equinócio de Outono, aqui fica a espantosa árvore Ailanthus altissima (Miller) Swingle = Toxicodendron altissima Miller (Simaroubaceae), invasora tão comum na Região Euro-Mediterrânica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=353085&size=medium).
As fotos são maioritariamente de Coimbra (4 fotos: X.2007-IX.2014), mas incluímos uma de Taormina, com a baía vista do topo do anfiteatro (IX.2005), e outra de Silves, castelo em tijolo, com Ricinus communis L. (Euphorbiaceae) (VI.1999).

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Campsis grandiflora (Thunb.) K. Schum. (Bignoniaceae)

 
Mais uma planta que fotografámos hoje, em Coimbra, 29TNE4950, at. ca. 60 m: parece ser talvez a Campsis grandiflora (Thunb.) K. Schum. = Bignonia grandiflora Thunb. (basiónimo), uma Bignoniácea exótica trepadeira, já subespontânea ou escapada de cultura em locais ruderais como muros velhos...