quarta-feira, 6 de julho de 2016

Orobanche gracilis Smith (Orobanchaceae)

No primeiro post deste Verão quente de 2016, trazemos aqui a belíssima Orobanche gracilis Smith (Orobanchaceae), que ainda não tinha sido postada neste blog. Esta foto foi obtida na orla de um pequeno bosque (antigo carvalhal de Arisaro-Quercetum fagineae) no Vale de Poios (BL: concelho de Soure), no CW. calc., 29TNE4027, alt. ca. 290 m.
Agradecemos ao ilustre botânico francês James Molina a identificação desta bela planta.

sábado, 18 de junho de 2016

Aster alpinus L. (Asteraceae = Compositae) e Aphyllantes monspeliensis L. (Asparagaceae)

Para animar o blog, neste primaveril mês de Junho, aqui fica uma foto (acima) do belíssimo Aster alpinus L. (Asteraceae = Compositae), que fotografámos recentemente (9.VI.2016) numa zona de rochas dolomíticas pr. de Le Caylar, também conhecida como Le-Caylar-en-Larzac (no departamento de Hérault, Sul de França) (Wikipedia: https://fr.wikipedia.org/wiki/Le_Caylar). 

Esperamos ainda poder vir a postar mais fotos de plantas da mesma localidade, conhecida pela sua flora particularmente rica, onde abunda o famoso Aphyllantes monspeliensis L. (Asparagaceae), aqui representado nas duas fotos seguintes:


terça-feira, 31 de maio de 2016

Campanula matritensis A. DC.? (Campanulaceae)

 
 
De acordo com a recente monografia do complexo Campanula lusitanica, da autoria de Jara Cano-Maqueda e Salvador Talavera (Cano-Maqueda, J. & S. Talavera. 2011. A taxonomic revision of the Campanula lusitanica complex (Campanulaceae) in the Western Mediterranean region. Anales del Jardín Botánico de Madrid 68 (1): 15-47), parece-nos bastante provável que esta planta portuguesa, da Serra do Caramulo, fotografada em 19.V.2010, seja a Campanula matritensis A. DC. (= Campanula lusitanica subsp. matritensis (A. DC.) Franco).

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os jovens velhos

As avoadinhas são das plantas mais comuns em Portugal, mas também são das mais ignoradas. O seu nome popular deriva da capacidade das sementes tem de se dispersar pelo vento, já que o vento a faz voar distâncias consideráveis. O nome do género em latim deriva do nome grego (Konyza) de outra planta da mesma família, Inula conyza, sendo o nome dado pela semelhança dos capítulos entre as duas. Anteriormente, as avoadinhas eram classificadas no género Erigeron, que deriva do grego (eri = cedo; geron = velho) e que significa mais ou menos rapidamente velho. Também as compostas do género Senecio tem uma referência geriátrica, já que senex em latim significa igualmente velho. Quando estas plantas estão cobertas de aquénios plumosos é fácil compreender a razão pela qual os botânicos clássicos utilizaram estas referências alegóricas relativas à velhice. Na foto encontram-se duas espécies que apesar de muito semelhantes à primeira vista, se podem diferenciar muito facilmente. A do lado esquerdo (Conyza sumatrensis) possui pêlos por toda a superfície da folhas e dos invólucros dos capítulos enquanto a da direita (Conyza bilbaoana), possui invólucros dos capítulos glabros e cílios apenas na margem e nervura inferior das folhas. Apesar de ser tido uma naturalização recente, a expansão rápida da C. bilbaoana pelo norte de Portugal e Espanha e restante Europa ocidental, faz-nos suspeitar que esta será uma das espécies com maior potencial invasor no território.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge (Orchidaceae)

Voltando aos posts, e para continuarmos a assinalar a Primavera, aqui fica uma bela orquídea com vários nomes, que se dá bem nos calcários (a foto é do castelo de Germanelo, Penela, BL, 29TNE4831, 6.III.2016):
Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge (Orchidaceae)
Orchis robertiana Loisel.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Rumex bucephalophorus L. (Polygonaceae) e Linaria amethystea (Vent.) Hoffmanns. & Link subsp. amethystea (Plantaginaceae)


Continuando a assinalar o Equinócio que marca a entrada da Primavera, assim como a proveitosa assembleia de peritos botânicos que terá lugar em Lisboa neste fim de semana equinocial, deixamos aqui mais duas beldades: Rumex bucephalophorus L. (Polygonaceae) e Linaria amethystea (Vent.) Hoffmanns. & Link subsp. amethystea - um endemismo da Península Ibérica) (Plantaginaceae), que encontrámos juntas no castelo medieval de Penela (BL), 29TNE5321, que se situa aparentemente sobre uma colina arenítica, em 6.III.2016. 
Agradecemos a generosa companhia e transporte nesta pequena excursão botânica aos queridos amigos M.G. Pereira, J. Marques & M.J. Pereira.

terça-feira, 15 de março de 2016

Muscari neglectum Ten. (Asparagaceae)

Faltam apenas 5 dias para o Equinócio de Primavera! - para comemorar a vinda da nossa prima favorita, aqui fica uma beldade que encontrámos em flor num canteiro do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, 29TNE4950, alt. ca. 75 m, no muro calcário que separa o Quadrado Central da Alameda Central, em 5.III.2016: Muscari neglectum Ten. (Asparagaceae).