terça-feira, 5 de maio de 2015

Aquilegia atrata W. D. J. Koch (Ranunculaceae)

As aquilégias já iniciaram a sua floração e por isso vamos aqui postar uma delas: a bela
Aquilegia atrata W. D. J. Koch (Ranunculaceae), que é um endemismo exclusivamente europeu (http://www.ars-grin.gov/cgi-bin/npgs/html/taxon.pl/genus.pl?3732).
Encontrámo-la em Sëlva/Wolkenstein (Dolomites) em 21.VI.2009 como planta ruderal (foi-nos identificada pelo ilustre botânico Lance Chilton, in loco).

terça-feira, 21 de abril de 2015

Orobanche hederae Duby (Orobanchaceae)

 

Fotografámos recentemente esta curiosa planta parasita das heras (Hedera sp., Araliaceae): Orobanche hederae Duby, Bot. Gall.: 350. 1828 (Orobanchaceae), brotando por entre as pedras da calçada e aproveitando as recentes chuvas da Primavera, junto a um muro.
Parece ser um endemismo eurasiático, mediterrânico e macaronésico (Domina, G. & Raab-Straube, E. von (2010): Orobanchaceae. – In: Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.: http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Orobanche%20hederae&PTRefFk=7500000). 
As fotos são de Coimbra, 29TNE4950, alt. ca. 110 m, 19.IV.2015. 
É verdade que já aqui tinha sido postada, mas não nestas condições tipicamente ruderais e conseguindo romper por entre as duras pedras do passeio.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Recordando Lance Chilton



 

Tivemos hoje conhecimento da morte, ocorrida em 31.VII.2014 (http://www.medpag.org/news.html ), do grande botânico inglês Lance Chilton (1953-2014). Conhecemo-lo em Creta em Abril de 2006 (primeira foto, observando uma espécie de Centaurea - um dos numerosos endemismos da Região Mediterrânica) e voltámos a encontrá-lo algumas vezes, a última da quais em Junho de 2009 (terceira foto), nos Alpes dolomíticos, que ele conhecia tão bem, desde a sua juventude.
Na segunda foto, Lance encontrava-se no W de Chipre (em Março de 2007), observando uma gramínea.
Para além de um botânico notável (cf. por ex. http://www.ipni.org/ipni/idAuthorSearch.do;jsessionid=8BB4897AC68C4B9FB1D08C491A325A02?id=39237-1&back_page=), era também um excelente fotógrafo (https://www.flickr.com/photos/114876561@N02/with/14747104862/; https://www.flickr.com/photos/114876561@N02/sets/ ), caminhante, desportista e viajante, tendo organizado e liderado numerosas expedições botânicas, sobretudo na Região Mediterrânica, mas também na Macaronésia e nas Ilhas Britânicas.
Poucas vezes tivemos o privilégio de o acompanhar, mas ele comunicava-nos sempre a sua sabedoria com grande rigor, disponibilidade e simpatia. Grande naturalista e "ace botanist" (como alguém disse), com enorme experiência de campo, produziu uma obra científica vasta e de grande qualidade.
Era um homem austero, eficiente e pontual, com uma ampla cultura e um discreto sentido de humor, tipicamente britânico. Deixa-nos uma profunda saudade.

domingo, 12 de abril de 2015

Dahlia imperialis Roezl ex Ortgies (Compositae) e Cyperus involucratus Rottb. (Cyperaceae)

 
 
 
 



Trazemos hoje aqui um achado notável: Dahlia imperialis Roezl ex Ortgies in Gartenflora 12: 243. 1863 (Compositae), que encontrámos adventícia num talude nos arredores da cidade de Coimbra, 29TPE4948, alt. ca. 80 m, a iniciar a sua floração – certamente a composta mais elevada (vários metros) e espectacular que alguma vez avistámos (fotos de 11.IV.2015).
Citando a excelente Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Dahlia_imperialis):
«Dahlia imperialis or Bell tree dahlia is an 8-10 metre tall member of the Dahlia genus native to Mexico, Central America and Colombia. It is a plant of the uplands and mountains, occurring at elevations of 1,500–1,700 metres (4,900–5,600 ft), and its leaves are used as a dietary supplement by the Q'eqchi' people of San Pedro Carchá in Alta Verapaz, Guatemala.[1]
It is a tuberous, herbaceous perennial, rapidly growing from the base after a dormant winter period, developing brittle, cane-like, 4-angled stems with swollen nodes and large tripinnate leaves, those near the ground soon being shed. The pendant or nodding flowerheads are 75-150 mm across with ray florets lavender or mauvish-pink in colour.»
Também Werner Greuter a refere para Portugal (Lu), mas apenas como planta cultivada, na Euro+Med Plantbase: Greuter, W. (2006+): Compositae (pro parte majore). – In: Greuter, W. & Raab-Straube, E. von (ed.): Compositae. Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.
A Flora Europaea não a cita.
Acompanhando esta extraordinária composta, estavam diversas plantas - incluindo a exótica subespontânea Cyperus involucratus Rottb. (Cyperaceae), que surge na foto de baixo (agradecemos a identificação ao ilustre botânico Estêvão Portela-Pereira, num comentário) -, para além de diversas outras já bem conhecidas: Acacia dealbata, Avena barbata, Crataegus monogyna, Galactites tomentosus, Galium aparine, Geranium purpureum, Hedera sp., Hirschfeldia incana, Medicago polymorpha, Rubus ulmifolius, Rumex sp., Pinus pinaster, Pteridium aquilinum, Sonchus oleraceus, Tamus communis, Ulex europaeus, Vicia sativa, etc.